Cientistas descobriram o que está abaixo do gelo na Antártica. Um mapeamento da topografia local foi identificado por uma pesquisa que usou dados a partir do espaço. Com os resultados desse estudo é possível imaginar como seria a paisagem antártica se todo gelo continental derretesse, hipoteticamente.
O cenário é diferentes do que geólogos imaginavam. Os cientistas revelaram uma paisagem exuberante com diversas características, como planícies, cânions, vales e montanhas.
A topografia do continente antártico é a menos conhecida do mundo, inclusive há mapeamentos mais específicos e certeiros de outros planetas do Sistema Solar.
A pesquisa publicada na revista Science, na última quinta-feira (15), utilizou uma tecnologia moderna de satélite de alta resolução e um método chamado “análise de perturbação do fluxo de gelo”, assim sendo possível entender a topografia e as características geográficas por baixo do gelo.
A modalidade poderá mapear todo continente, incluindo partes que antes estavam ocultas.
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A pesquisa foi elaborada principalmente pelos cientistas: Helen Ockenden, glaciologista do Institut des Geosciences de l’Environnement, na França, e pelo glaciologista Robert Bingham, da Universidade de Edimburgo, na Escócia.
Com um tamanho de cerca 40% maior que a Europa, praticamente metade do continente africano e 50% maior do que os Estados Unidos, a Antártica permanece um mistério para humanidade, assim como oceano profundo global.
Traduzindo livremente a legenda da imagem da nova topografia do continente acima, temos as seguintes características;
- Bolinha amarela = Paisagem de baixo relevo
- Bolinha laranja = Paisagem alpina (sub glacial)
- Bolinha vermelho = Paisagem alpina (subaérea)
- Bolinha azul claro = Erosão seletiva (correntes de gelo)
- Bolinha azul escuro = Erosão seletiva (relíquia)
- Bolinha branca = Dados inválidos
Prevendo o futuro
O mapa elaborado em mesoescala (nível intermediário, com mais detalhes) da paisagem sub glacial da Antártica, realizado pelo estudo, poderá revelar e mostras dados topográficos que antes eram limitados, em relação às informações disponíveis.
Outro destaque é que a partir de agora, novas informações reveladas sobre o desenvolvimento do processo das camadas de gelo, poderão ajudar em novas pesquisas o entendimento da dinâmica futura da criação de novas geleiras. Um melhor conhecimento da paisagem rochosa pode auxiliar nas previsões sobre às mudanças climáticas.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br



















