Julio Casares renunciou à presidência do São Paulo nesta quarta-feira (21), cinco dias após ser afastado do cargo pelo Conselho Deliberativo do clube. A decisão foi anunciada por meio de uma carta aberta publicada nas redes sociais.
Segundo o ex-presidente, a renúncia ocorreu após a formação de um ambiente que ele classificou como politicamente contaminado.
No texto, Casares afirma que o processo foi marcado por narrativas distorcidas e ausência de provas consistentes.
Casares também argumenta que o afastamento não representa confissão ou reconhecimento de culpa. Ele afirma que jamais praticou irregularidades e que a decisão do Conselho teve natureza política.
Outro ponto citado foi o impacto do processo em sua vida pessoal. O dirigente afirmou que o debate ultrapassou a esfera institucional e atingiu sua família, o que pesou na decisão de deixar o cargo.
Na carta, Casares explica que permaneceu no posto até o afastamento para exercer o direito à ampla defesa. Segundo ele, a manifestação na tribuna foi o único espaço efetivo para apresentar seus argumentos.
O ex-presidente também afirma que a renúncia permite que eventuais investigações ocorram de forma ampla e sem alegações de interferência. Ele diz que a medida evita que o cenário político continue afetando o time e o ambiente esportivo.
Ao anunciar a saída, Casares destacou resultados esportivos de sua gestão, como a conquista da Copa do Brasil de 2023. Ele afirmou deixar o clube estruturado e com um elenco competitivo.
Com a renúncia, o dirigente preserva seus direitos políticos no São Paulo. Em caso de confirmação do impeachment, o estatuto prevê a perda do direito de exercer funções no clube por um período de até 10 anos.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br



















