Militares chineses praticaram ataques com fogo real no Mar da China Oriental, durante a execução de exercícios surpresa perto de Taiwan, disse o Comando do Teatro Oriental do Exército de Libertação Popular (PLA) em um comunicado nesta quarta-feira (2).
As forças armadas da China lançaram exercícios, apelidados de “Strait Thunder-2025A”, nas áreas central e sul do Estreito de Taiwan na quarta-feira, com foco em testar as capacidades das tropas de “bloqueio e controle conjuntos” e “ataques de precisão em alvos-chave”, disse o Coronel Sênior Shi Yi.
Como parte dos exercícios, que não foram anunciados com antecedência, o exército terrestre do Comando do Teatro Oriental conduziu “exercícios de ataque de longo alcance com fogo real em áreas designadas do Mar da China Oriental”, segundo o comunicado.
“Os exercícios envolveram ataques de precisão em alvos simulados, como portos e instalações de energia importantes, e alcançaram os resultados pretendidos”, acrescentou Shi.
Os exercícios de quarta-feira ocorreram após o PLA conduzir exercícios conjuntos envolvendo seu exército, marinha, força aérea e força de foguetes ao redor de Taiwan “de várias direções” na terça-feira (1º).
Esses eventos acontecem dias após o chefe de defesa dos EUA, Pete Hegseth, prometer conter a “agressão da China” em sua primeira visita à Ásia.
O Comando do Teatro Oriental disse que os exercícios foram um “aviso severo e forte dissuasão contra as forças separatistas da ‘Independência de Taiwan’”, chamando-os de “ação legítima e necessária para salvaguardar a soberania e a unidade nacional da China”.
Para Taiwan, uma democracia de cerca de 23 milhões de pessoas que fica a aproximadamente 129 quilômetros da China, os exercícios são o mais recente lembrete da ameaça que vem de seu vizinho, que reivindica a ilha como sua e prometeu tomá-la à força, se necessário.
Taiwan denunciou os exercícios como uma “provocação irracional” e acusou a China de ser uma “encrenqueira”.
Os Estados Unidos, o maior apoiador internacional de Taiwan, condenaram o que chamaram de “ameaças irresponsáveis da China e operações de pressão militar perto de Taiwan”.
“As crescentes táticas de intimidação militar da China servem apenas para exacerbar as tensões e minar a paz e a estabilidade entre os dois lados do Estreito”, disse o Departamento de Estado em uma declaração.