Segundo as investigações, a suspeita prometia altos retornos financeiros por meio da revenda de milhas, mas os clientes nunca viam o dinheiro investido de volta. Mulher é presa por aplicar golpes com vendas de passagens aéreas em Belém
A Polícia Civil prendeu, nesta sexta-feira (4), uma mulher suspeita de aplicar golpes com vendas de passagens aéreas falsas e pacotes de viagens inexistentes na região metropolitana de Belém.
Segundo as investigações, a suspeita também prometia altos retornos financeiros por meio da revenda de milhas, mas os clientes nunca viam o dinheiro investido de volta.
A prisão ocorreu durante a operação “Milhas Aéreas”, da Delegacia do Consumidor, dando continuidade às investigações que iniciaram em fevereiro deste ano.
A apuração revelou que o esquema fraudulento era realizada pela empresa Cláudia Milhas e Viagens. O g1 tentava contato com a empresa até a publicação da reportagem.
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Entenda o caso
Mulher é presa por suspeita de aplicar golpes em mais de 100 pessoas com vendas de passagens aéreas falsas no PA
Divulgação
Conhecida como Cláudia, a suspeita utilizava um perfil nas redes sociais para atrair clientes com ofertas de passagens aéreas e pacotes de hospedagens a preços acessíveis.
Segundo as vítimas, a responsável pela empresa entregava os bilhetes e desaparecia dias antes do embarque e os clientes descobriam no dia dos voos que as passagens eram falsas e as hospedagens não existiam.
Diante das denúncias, as contas bancárias da investigada foram bloqueadas no início de março para evitar que os valores obtidos de forma ilícita fossem movimentados.
Durante as investigações, foram identificadas vítimas em outros estados, como Mato Grosso, Alagoas e Goiás, além de brasileiros que estavam em países como Espanha e Portugal e ficaram sem passagens de retorno.
“As investigações revelaram o esquema fraudulento que prejudicou consumidores de vários estados e até do exterior. Diante da gravidade dos fatos e da continuidade das ações ilícitas, solicitamos a prisão preventiva, deferida pela Justiça e cumprida pela nossa equipe. Até o momento, foi apurado que o desvio é de mais de 600 mil reais. Ela deve responder por estelionato”, destaca o delegado Yuri Villanova, titular da Decon.
O caso segue em investigação para identificar se há outros envolvidos e vítimas, segundo a polícia.
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g1.globo.com

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