Mineradoras apresentam evolução no diálogo com as comunidades

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Durante a Exposibram, MRN compartilhou suas experiências e sobre o legado que a atividade mineral pode deixar para as comunidades da região de atuação.

       Nesta quarta-feira (30), a Mineração Rio do Norte (MRN) participou do último dia de conferências da Expo & Congresso Brasileiro de Mineração 2023 (Exposibram 2023), realizada no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém (PA). No encerramento dos debates, a empresa compôs painéis que discutiram sobre o diálogo social com comunidades e o legado que a atividade mineral pode deixar para as regiões de atuação. Além do Congresso, o evento é composto por uma Exposição, que estará aberta à visitação até as 21 horas desta quinta (31). A entrada é gratuita.

No começo da manhã, os representantes da MRN, que opera bauxita no distrito industrial de Porto Trombetas, município de Oriximiná, Oeste do Pará, participaram de dois painéis realizados simultaneamente.

O diretor-presidente da MRN, Guido Germani, foi um dos painelistas do debate “Inovação para sustentabilidade social – Mining Hub”, ao lado de representantes das empresas Alcoa, Vale e Accenture, além do diretor executivo do Mining Hub, Leandro Rossi, que participou como moderador. Na oportunidade, foram abordadas questões como economia circular e outras práticas sustentáveis e inovadoras que auxiliam na conquista da chamada “licença social para operar”. A MRN foi apresentada e reconhecida por outros participantes como uma detentora de expertise na construção desse diálogo com as comunidades, consolidada ao longo de 44 anos de operação.

“Essa licença social para operar deve ser conquistada a cada dia com a atuação da empresa, não apenas no licenciamento”, revela Guido Germani. O CEO enumerou algumas inovações implementadas pela mineradora, como a nova forma de disposição de rejeito a seco, que retorna para a mesma cava aberta para a retirada do minério, e sobre o legado para os municípios onde opera após o fim das atividades da empresa. “Nossa preocupação é em como vamos fazer essa transição da mineração para a bioeconomia. Por exemplo, por estarmos em uma Flona (Floresta Nacional), utilizamos espécies nativas e com potencial econômico em nosso reflorestamento, como castanha-do-pará e cupuaçu. Também estamos em busca da implantação de uma linha de transmissão para atender a empresa e também os moradores da região. Então, nosso objetivo principal é deixar uma floresta melhor e mais rica, com o objetivo de gerar renda para as comunidades”, explica Germani.

Ao final do painel, o moderador, Leandro Rossi, conduziu o debate para o tema descarbonização, questionando os participantes sobre suas ações e projetos a fim de reduzir a pegada de carbono. Guido destacou que a MRN está atuando junto com o Mining Hub em busca de soluções para o setor mineral, além de destacar as iniciativas individuais da empresa.

O outro painel foi a “Agenda ESG para a mineração”, com a participação da gerente-geral de Relacionamento e Responsabilidade Social Corporativa da MRN, Jessica Naime. A agenda contou com moderação da diretora de Relações Governamentais e Responsabilidade Social da Kinross, Ana Cunha, além da participação de palestrantes de outras seis mineradoras.

 “Percebo que hoje não só a MRN, mas também as outras empresas ampliaram muito aquilo que chamamos de responsabilidade social. Não estão restringindo sua atuação às ações vinculadas obrigatórias do licenciamento socioambiental, mas sim ampliando para ações de responsabilidade que vão muito além da ação dessas obrigações”, destaca Jessica Naime.

De acordo com a gerente da MRN, a empresa vem construindo um diálogo com as comunidades localizadas em sua área de influência. Ela relata que a empresa desenvolve projetos de responsabilidade social e ações ambientais voltados, entre outros, à educação, geração de renda, meio ambiente e saúde. São mais de 60 iniciativas, divididas entre leis de incentivo, cumprimento de condicionantes e ações voluntárias, beneficiando milhares de pessoas da região, incluindo comunidades quilombolas e ribeirinhas

                Já ao final da manhã foi a vez do diretor de Sustentabilidade e Jurídico da MRN, Vladimir Senra Moreira, participar do painel “Mecanismos de consulta e discussão OIT 169 – Como estruturar um processo legítimo para o Brasil”, que trata da consulta livre, prévia e informada para o desenvolvimento de empreendimentos que afetem os povos tradicionais. Também participaram do debate Shirlei Arara, coordenadora de Projetos e Articuladora da Grife IS Karo e Espaço TE Xaragá; a diretora Social do Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM, na sigla em inglês), Danielle Martin; e a diretora de Sustentabilidade Corporativa da Vale, Camilla Lott; além da moderadora Adriana Ramos, assessora do Instituto Socioambiental (ISA). No painel foi destacada a necessidade de se consultar os povos tradicionais, com respeito à sua cultura e ao meio ambiente.

                “A busca por um consentimento e, consequentemente, por um acordo é garantia de perpetuidade para o negócio. É a garantia de aceitação do empreendimento no local da sua atuação. Aliás a aceitação de um empreendimento pela comunidade ou pela sociedade civil, hoje, é vista inclusive como um dos fatores de sobrevivência de longo prazo de qualquer empresa e inclusive para geração de valor”, conclui Vladimir Moreira.

Mineração Rio do Norte – www.mrn.com.br

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